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Mais de 200 bascos sob ameaça de prisão pela actividade política

ASEH-Lisboa - OT, 05/17/2013 - 23:36
O panorama subsequente à decisão da ETA de abandonar definitivamente a luta armada, há já dezanove meses, esteve até agora muito marcado pelo bloqueio na questão dos presos, mas nas últimas semanas manifestou-se com força um problema paralelo: a persistência de julgamentos e encarceramentos por processos políticos. A resistência popular às detenções no Boulevard de Donostia e na Alameda de Ondarroa levou a que as atenções se centrassem no tema, que a maior dos partidos quer apresentar como uma mera questão processual, mas cujas graves consequências saltam à vista quando se repara nos números.
O Eleak está a ultimar uma lista com os processos políticos pendentes, mas já adiantou ao Gara que neles estão directamente envolvidos cerca de 200 cidadãos bascos, processados exclusivamente pela sua actividade política em diversas organizações e movimentos. Actualmente, cerca de 125 encontram-se na prisão, em regime preventivo ou a cumprir penas a que foram condenados pela Audiência Nacional e contra as quais foram interpostos recursos em instâncias superiores. Há ainda o caso dos cinco dirigentes condenados no âmbito do «caso Bateragune», que o Tribunal Constitucional irá agora rever.

Alguns dos casos que ainda não foram a julgamento remontam a 2002, como o das herriko tabernas ou o sumário 35/02. Assim, há pessoas - Idoia Arbelaitz, Rufi Etxeberria, Jon Gorrotxategi, Juani Lizaso, Agustín Rodríguez, entre outras - que estão há mais de onze anos submetidas a um processo judicial.

Esta questão poderá ser julgada pela Audiência Nacional espanhola na segunda metade deste ano, levando quase 40 pessoas a sentar-se no banco dos réus. E também é possível que antes do fim do ano tenha lugar a audiência oral relativa a um processo contra a juventude independentista, que envolve um número semelhante de arguidos e que tem como ponto de partida as 34 detenções efectuadas na noite de 24 de Novembro de 2009.

Segi e Batasuna
Isto faz que com o Segi e o Batasuna se tenham tornado as duas organizações com maior número de perseguidos penalmente, em ambos os casos por mera actividade política, mas transformada pelas Forças de Segurança do Estado e pela Audiência Nacional espanhola num alegado crime de «integração» ou de «colaboração» com a ETA. No âmbito de diversos processos judiciais, há pelo menos 82 jovens a aguardar julgamento por militar na Segi e mais de 70 por militarem no Batasuna. Aqui, destaca-se também o processo contra os detidos em Segura (Gipuzkoa) em Outubro de 2007, numa operação que atingiu 23 pessoas num só dia.
Na lista que o Eleak está a preparar, há ainda vinte bascos envolvidos em processos relacionados com o Ekin. E a lista prossegue com processos contra advogados, a Askapena, o EHAK, a ANV, o Askatasuna, o Apurtu, etc.
A questão mais imediata, refere o Eleak, é a revisão pelo Supremo do caso de cinco jovens de Iruñerria [Comarca de Pamplona] condenados a seis anos pela Audiência Nacional espanhola, acusados de militarem na Segi ou no Ekin. É no dia 28, e, para abordar a situação, foi convocada para dia 23 uma reunião aberta na Txantrea. Trata-se de Mikel Jiménez, Xabier Sagardoi – libertado no domingo passado –, Maider Caminos, Aritz Azkona e Luis Goñi.
Depois do que se passou em Ondarroa, este movimento de defesa dos direitos civis e políticos felicitou todos os que se envolveram na defesa de Urtza Alkorta. Diz que, depois de Donostia - e de Orereta e Gasteiz -, «se avançou mais um pouco, embora isso não seja obviamente o suficiente. Precisamos de continuar a construir o caminho, de criar iniciativas cada vez mais massivas, mais desobedientes, mais populares e contundentes». Para tal, propõe que se «teçam entre todos redes desobedientes, que organizem e protejam pessoas que estão em risco devido à aplicação de leis injustas». / Ramón SOLA (naiz.info)
Leitura: «¿Orgullosos de qué?», de Alfontso ZENON [advogado de Urtza Alkorta] (boltxe.info) Urtza debe de sentirse muy orgullosa de las gentes de su pueblo, Ondarroa, y de su país, Euskal Herria. Yo, de haberla podido defender ante los tribunales españoles.

Recepção calorosa em Algorta ao preso político Pol Asensio, ontem libertado

ASEH-Lisboa - OT, 05/17/2013 - 23:35
Dezenas de pessoas receberam ontem na Amnistia taberna de Algorta (Getxo, Bizkaia) o ex-preso político Pol Asensio Millan, que chegou à sua terra natal por volta das 20h30, depois de ter deixado para trás a prisão de Villena, junto a Alicante. Pol Asensio foi detido em Novembro de 2007 e julgado no âmbito do processo 18/98, sendo acusado de pertencer à organização política Ekin (ilegalizada pelo Estado espanhol). Inicialmente condenado a 11 anos de prisão pela AN espanhola, viu a pena ser reduzida para sete anos e meio pelo Supremo espanhol. Esteve cinco anos e meio na cadeia, mas a Etxerat referiu-se por diversas vezes ao seu caso, na medida em que já devia estar em liberdade condicional. Pol é jornalista, tendo trabalhado no diário Egin e no suplemento «GaztEgin». Também escreveu vários livros, como Argala ou Gerezi gorrien garaia.
Ontem, a Orkresta animou o acto de boas-vindas, em que não faltaram um aurresku de honra, bertsos, um ramo de flores e um brinde a Pol; no final, cantou-se o «Eusko Gudariak». Depois, Asensio tirou a sua foto da Amnistia taberna e, lembrando-se de todos os que estão lá dentro, recordou a importância da solidariedade e do apoio dos que estão cá fora.
Antes de se entrar na taberna, o comité local do Herrira pediu às pessoas que continuem a trabalhar até que os presos e os refugiados estejam em casa. Referiu-se, neste âmbito, aos agentes que defendem os direitos dos presos e dos refugiados políticos bascos, à iniciativa «Plazara!», convocada pelo Herrira para este sábado (em Algorta, às 11h30, na Telletxe plaza) e à manifestação que terá lugar este domingo, ao nível da Comarca de Uribe Kosta, para exigir a libertação do preso Iñaki Gonzalo Casal, Kitxu, e a derrogação da doutrina 197/2006ko (13h00, em Erromo, a partir da Praça Santa Eugénia). / Fontes: algortaHerrira e ukberri.net [Na foto: à direita, a mãe de Pol; a esposa, Iratxe; a filha, Sare; e Pol, ao ritmo da Orkresta.]
Johanne Foirien: «A questão dos presos e dos exilados não diz apenas respeito a militantes e familiares»[Johanne Foirien, membro do Herrira Zuberoa, entrevistada por Idoia Eraso para o Gara e para a kazeta.info] O herrialde mais pequeno de Euskal Herria também irá reivindicar o respeito pelos direitos dos presos e dos exilados e a necessidade de romper o bloqueio dos dois estados em relação à resolução do conflito político. Em vez de dia 18 de Maio, os zuberotarras vão aproveitar o Müsikaren Egüna, no dia seguinte, em Urdiñarbe, para que mais gente tenha a possibilidade de participar na mobilização.

O movimento popular de Iruñea não vai tolerar agressões fascistas e homófobas

ASEH-Lisboa - OT, 05/17/2013 - 23:33
Uma centena de representantes do movimento popular participou numa conferência de imprensa em Iruñea para manifestar o seu repúdio pelas agressões fascistas que tiveram lugar na capital navarra.
Na sequência das agressões homófobas e fascistas que tiveram lugar na Alde Zaharra e noutros bairros de Iruñea – as últimas nas festas do bairro da Txantrea –, uma centena de representantes do movimento popular participou numa conferência de imprensa para expressar o seu repúdio.

Segundo referiram, as agressões - ataques, socos e tareias - levaram à hospitalização de várias pessoas e geraram grande inquietação nos actos e espaços utilizados pelo movimento popular. «Estas condutas não são mais que um obstáculo ao trabalho que o movimento popular realiza em diversas áreas com vista à construção de uma outra Iruñea e de uma sociedade baseada noutros valores», salientaram.

Afirmaram que «não vão tolerar estas condutas nem os seus responsáveis», considerando que estão fora do modelo de cidade que constroem. Pediram ainda às pessoas que denunciem este tipo de agressões e, para esse fim, criaram um endereço de correio electrónico: onartezina@gmail.com / Fonte: naiz.info via ateakireki.com

Esne Beltza - «Euskaraz bizi nahi dut»

ASEH-Lisboa - OT, 05/17/2013 - 23:32

Os Esne Beltza em defesa do euskara.

Teleconferência com Mitxel Sarasketa na Herriko Taberna Basca de Buenos Aires

ASEH-Lisboa - OG, 05/16/2013 - 23:36
O antigo preso político basco falou sobre a actual situação dos presos e das presas
Mais uma sexta-feira solidária e internacionalista na Herriko Taberna Basca de Buenos Aires, organizada pelos Amigos do Povo Basco (Euskal Herriaren Lagunak, Capítulo Argentino). Desta vez, a jornada estava relacionada com o Dia Internacional da Presa e do Preso Político, e por isso estabeleceu-se uma ligação com a Bizkaia, via teleconferência, para assim se poder ver e ouvir Mitxel Sarasketa, um antigo prisioneiro político basco, que passou 21 anos em diversas prisões espanholas e que, depois de sair do cativeiro, se juntou à luta pela amnistia para os seus companheiros e companheiras.
Mitxel é actualmente um dos membros do grupo de intermediação entre o Colectivo de Presos Políticos Bascos e a sociedade civil, na tentativa de encontrar saídas para a grave situação que vivem os prisioneiros políticos. Mitxel falou da existência de mais de 600 presos e presas, cuja situação caracterizou como «grave», em grande medida porque os estados espanhol e francês continuam empenhados em não ceder às exigências da maioria do povo basco, como a amnistia para os lutadores.
Transferências, tareias, dispersão são «moeda corrente», disse Mitxel, mas referindo que a resistência nas prisões é impressionante; sobretudo no caso dos presos e das presas doentes, que são maltratados por não os libertarem e por não receberem os cuidados médicos adequados.

Mitxel disse que é errado pensar ou dizer que «os presos estão a apodrecer nas prisões», pois «para nós, militantes, as prisões sempre foram um espaço de combate. Isso foi assim no passado e continua a sê-lo agora; [ali], os presos independentistas continuam a lutar contra as políticas de chantagem dos estados».

Também se referiu ao grande valor daquilo que diariamente os familiares fazem para levar a sua solidariedade a quem se encontra disperso por dois países e a muitos quilómetros do seu local de residência. «Muitos familiares morreram nas estradas quando iam ver os filhos, irmãos ou esposos/as, outros tantos ficaram feridos; e há ainda a parte económica, as enormes despesas a que têm de fazer frente para aguentar as viagens durante o tempo em que os seus familiares estão presos, pois as condenações aos independentistas costumam ser muito elevadas».
«O nosso objectivo final nesta luta específica continua a ser o de alcançar uma ampla amnistia para os presos, mas o nosso objectivo estratégico é a independência e o socialismo», referiu, em resposta a uma das várias questões que lhe foram colocadas pelo público presente.
Depois da teleconferência, foi exibido o documentário Barrura begiratzeko leioa (Janelas para dentro), que aborda a luta de presos e familiares através da perspectiva de cinco excelentes cineastas bascos. Finalmente, no jantar popular, o cantor chileno Alejandro Urra cantou alguns dos seus temas quentes e combativos. / Fonte: EHL Argentina
«M18Plazara»: o Herrira concentrou-se frente ao Parlamento navarro para divulgar a iniciativa deste sábado
Tal como aconteceu na sexta-feira passada frente ao Parlamento de Gasteiz, O Herrira realizou ontem uma concentração frente ao Parlamento de Nafarroa para divulgar a iniciativa «M18Plazara», convocada para o próximo sábado em defesa dos direitos dos presos políticos bascos e em prol da resolução do conflito. No local, reclamou-se uma mudança na política penitenciária e afirmou-se que o envolvimento das instituições é fundamental para se avançar no caminho da resolução. Entre outros cidadãos, estiveram presentes na mobilização as deputadas Asun Fernandez de Garaialde, do grupo Aralar-NaBai, e Bakartxo Ruiz, do Bildu, que falaram à comunicação social (em castelhano e euskara, respectivamente). / Fonte: ateakireki.com e herrira.org
Leitura: «Solidaridad con Urtza, solidaridad con lxs que luchan», de Red Roja Madrid (lahaine.org) Desde la distancia y siguiendo los acontecimientos día tras día, nos emocionamos con las imágenes de todxs lxs que han estado ahí levantando el Muro Popular para mantener su dignidad, la de lxs que no han podido estar y la de un pueblo que mira hacia delante.

O Ministério Público pede 17 anos de prisão para 7 jovens que participaram numa concentração em Gasteiz

ASEH-Lisboa - OG, 05/16/2013 - 23:35
O Ministério Público solicitou penas entre um ano e meio e os quatro anos de prisão para sete jovens que participaram numa concentração em defesa de Xuban Nafarrate a 30 de Março de 2012, em Gasteiz.
No dia 30 de Março de 2012 realizou-se na Praça da Virgem Branca, em Gasteiz, uma concentração de protesto contra a acção da Ertzaintza no caso do jovem Xuban Nafarrate, que ficou gravemente ferido na sequência de uma carga da Polícia autonómica quando da Greve Geral de 29 de Março.
Esta acção de protesto também contou com a intervenção da Ertzaintza, que prendeu sete jovens na sequência de várias cargas. Inicialmente foram acusados de crimes menores, mas depois a Procuradoria pediu que as penas fossem aumentada, e à juíza acedeu. Hoje, familiares de Nafarrate e de Iñigo Cabacas – morto depois de ser atingido por uma bala de borracha disparada pela Ertzaintza –, membros do 15M e do Plazara! denunciaram este facto, considerando que se trata de uma «aberração política».
Entretanto, o documentário Iñigo Cabacas. Crónica de una herida abierta chega aos cinema Florida, em Gasteiz, na segunda-feira que vem, e os presentes pediram às pessoas que compareçam no local para mostrar a sua solidariedade a Xuban Nafarrate, aos imputados e aos familiares de Iñigo Cabacas. Disseram que o número de lugares é limitado e que os convites estão já disponíveis na Hala Bedi Irratia. / Fonte: naiz.info
Quatro jovens condenados a seis meses de prisão por acção de protesto contra detenção de Gaizka Astorkizaga Em Julho do ano passado, organizaram-se diversas acções contra a detenção do jovem bilbaíno Gaizka Astorkizaga, incluindo um corte de estrada em Galdakao (Bizkaia). A Procuradoria pediu 18 meses de prisão e o pagamento de uma multa de 6500 euros para cada um dos jovens acusados de participarem nesta acção.
Hoje, os arguidos foram a tribunal, mas a defesa chegou a um acordo com o representante da Procuradoria: seis meses de prisão por desordens públicas. Como a pena é inferior a dois anos, não tem de ser cumprida. Para além disso, a acusação deixou cair o crime contra a segurança viária, pelo que também não terão de pagar a multa. À entrada do tribunal, o movimento de defesa dos direitos civis e políticos Ezpam! manifestou a sua solidariedade aos jovens e afirmou que julgamentos como o de hoje «estão a mais no actual contexto». / Fonte: topatu.info / Vídeo: Declarações de Iñaki Peña (BilboBranka)

A Kontuz! dá a conhecer novas irregularidades relacionadas com a CAN

ASEH-Lisboa - OG, 05/16/2013 - 23:34
A Associação de Consumidores Kontuz! revelou hoje, numa conferência de imprensa em Iruñea, a existência de mais irregularidades relacionadas com a Caja Navarra: uma delas tem a ver com o alto preço que a CAN pagou à Caja Sol por uma empresa deficitária, Oesia, uma operação questionada pelo próprio Banco de Espanha; a outra tem a ver com a gestão da empresa Vialogos, integrada na CAN.
Fonte: ateakireki.com / Mais informação: naiz.info e Gara

«Despedidas por serem delegadas do LAB» (LAB Sindikatua)
Duas delegadas do LAB foram despedidas na empresa Sar Quavitae, que decidiu instaurar-lhes processos judiciais e levá-las a julgamento. O primeiro deles realizou-se ontem, 15 de Maio, e o segundo terá lugar a 20 de Maio, no Tribunal de Bilbo. O sindicato LAB concentrou-se em protesto contra o despedimento das trabalhadoras.

Investigador britânico apresentou o documento mais antigo escrito na América do Norte, de origem basca

ASEH-Lisboa - OG, 05/16/2013 - 23:33
O historiador e doutor da Universidade de Cambridge Michael Barkham Huxley encontrou o documento original mais antigo escrito na América do Norte, com excepção do México, o testamento - datado de 1563 - de um pescador de Hondarribia (Gipuzkoa) morto na Terranova.
O documento foi encontrado no âmbito das investigações que Barkham levou a cabo nos últimos trinta anos em arquivos bascos e espanhóis sobre a actividade marítima basca nos séculos XVI e XVII, e a apresentação teve lugar esta terça-feira na Confraria dos Pescadores de San Pedro, em Hondarribia, numa conferência de imprensa que contou com a presença do investigador e do vereador da Cultura, Txomin Sagarzazu.
Barkham disse que o documento consta de duas páginas e que se trata do documento original «mais antigo escrito na América do Norte, a norte do México». Diz respeito ao testamento de Domingo de Luça, marinheiro e despenseiro na nau María del Juncal, que faleceu no porto de «Plazençia» [Placentia, na Terranova] no decorrer de uma viagem «bacalhoeira». O testamento está datado de 15 de Maio de 1563, pelo que ontem fez 450 anos.
Sagarzazu destacou «a importância deste tipo de descobertas», pois trata-se de «um tesouro de grande valor que nos indica a importância dos pescadores bascos». / Fontes: naiz.info e europapress.es / Notícia mais completa: Berria

A Ertzaintza prendeu Urtza Alkorta em Ondarroa

ASEH-Lisboa - AZ, 05/15/2013 - 23:34
A Ertzaintza prendeu Urtza Alkorta na ponte de Ondarroa no meio de gritos de apoio do muro popular, numa operação que se prolongou por mais de três horas. Centenas de pessoas tentaram evitar a detenção da ondarroarra, enquanto a Polícia autonómica recorria à violência para os retirar do local. Houve mais duas detenções, uma dezena de identificados e vários feridos.
Mais de trinta furgões da Ertzainza, com ajuda de jipes, zodiacs, lanchas e agentes à paisana, entraram no Aske Gunea de Ondarroa por volta das 7h00 da manhã para prender Urtza Alkorta. Então, centenas de pessoas apoiaram a jovem na ponte, para assim tentarem evitar a detenção.

O tenso tempo à espera dos agentes - que rondaram o espaço de madrugada - não fez esmorecer o ânimo e ouviram-se canções como «Lepoan hartu ta segi aurrera» ou bertsos de Miren Amuriza. Quando a enorme comitiva policial chegou, a ponte encheu-se em poucos minutos, pelo que as pessoas se aglomeraram também nas imediações. Na Alameda encontravam-se Laura Mintegi, Maribi Ugarteburu e Unai Urruzuno, deputados do EH Bildu.

Início do despejo
Para que não acontecesse o mesmo que em Donostia, a primeira coisa que os agentes fizeram foi falar com os jornalistas para lhes dizer onde podiam estar. Também falaram com Ugarteburu e Mintegi. Mais tarde, à medida que a violenta acção da Policía autonómica ia fazendo aumentar a tensão, um ertzaina ameaçou prender Ugarteburu com muitos maus modos: «Me da igual lo que sea usted, la próxima vez viene detenida», disse-lhe [como se pode ver neste vídeo].

A operação começou com uma mensagem da Ertzaintza a pedir aos presentes que abandonassem o protesto e a avisá-los das consequências legais que teriam de enfrentar se não o fizessem, mas gritos como «Urtza, herria zurekin» [Urtza, o povo está contigo] não deixaram que a mensagem fosse ouvida nitidamente.

Então, os ertzainas começaram a despejar a tenda grande e espalharam-se pela Alameda. Uma hora depois de terem aparecido em Ondarroa, deram início ao despejo e ao desmantelamento do muro popular, destruindo todo o material do Aske Gunea. Também confiscaram todo o material à equipa de enfermeiros que estavam no local.

Actuação violenta da Ertzaintza (EH Bildu)
Um ertzaina aponta a arma ao pessoal (AskeGunea)
Os agentes tiveram de se empenhar a fundo para arrancar da ponte os que ali apinharam para proteger Urtza Alkorta. A violência dos agentes foi aumentando à medida que a operação prosseguia e se aproximavam da jovem - cacetadas, estaladas, pontapés, puxões de orelhas, ameaças verbais - segundo relataram jornalistas e testemunhas oculares. A tensão foi crescendo e a dada altura, quando levaram o seu irmão, Urtza Alkorta pôs-se em pé e pediu que parassem.

Últimos seis minutos antes da detenção de Urtza (Argia)
Depois de mais de três horas de operação policial, às 10h00 a Ertzaintza levou Urtza Alkorta de rastos, por entre gritos de apoio das pessoas que se encontravam no muro popular e nas imediações da Alameda. Ainda com a ondarroarra nas mãos da Ertzaintza, as pessoas tentaram parar os furgões na estrada. Antes de os ertzainas se irem embora, houve ainda uma pequena carga policial na Alameda. Cinco dias - 118 horas, mais concretamente - aguentou o muro popular erguido em Ondarroa para tentar parar a detenção de Urtza Alkorta.

Urtza Alkorta detida (EH Bildu)

Mais dois detidos
Pelos menos três pessoas foram levadas para os furgões policiais durante a manhã. De acordo com o Departamento de Segurança de Lakua, há dois detidos, acusados de crimes contra agentes da autoridade. Para além disso, uma dezena de pessoas foi identificada na Alameda e nas imediações. / Ion TELLERIA (naiz.info) / Ver: Berria / Vídeo: Detenção de Urtza
O que o povo quer da Ertzaintza: vão-se embora (Argia)PNV, lotu txakurrak! PNV, ata os cães! / Muita informação e fotos: Turrune!
Leitura: «Vendepatrias vs rebeldía», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa) Ese objetivo de someter a Euskal Herria habría sido mucho mas difícil sin ayuda. Lo primero que hace el imperialismo para imponerse es hurgar en esos mismos pueblos en busca de colaboración y traición. Y siempre la encuentra. La encuentra en los que venden a su patria por dinero y prebendas.

Procuradoria pede ano e meio de prisão para quatro jovens por acção de protesto contra detenção de Gaizka Astorkizaga

ASEH-Lisboa - AZ, 05/15/2013 - 23:33
A Procuradoria pede 18 meses de cadeia para quatro jovens acusados de participar numa acção de protesto, em Julho do ano passado, contra a condenação dos bilbaínos Gaizka Astorkizaga e Alberto Marin a seis anos de prisão.
O movimento Ezpam! surgiu o ano passado no bairro bilbaíno de San Inazio para erguer um muro popular contra a detenção de Gaizka Astorkizaga e pela libertação de Alberto Marin – que se encontrava na prisão a aguardar pela sentença.
Em protesto contra o caso, no dia 6 de Julho de 2012 centenas de pessoas manifestaram-se em Bilbo e, no final da mobilização, Astorkizaga acorrentou-se à porta do Palácio da Justiça. A Ertzaintza prendeu-o e carregou com violência sobre alguns dos que ali se tinham juntado para apoiar o jovem.
Entretanto, na estrada BI-634 quatro pessoas interromperam a circulação ao pendurarem uma grande faixa - na qual se lia «Tus derechos negados por la seguridad de España. Vive usted en un estado de excepción. Estatuaren terroreari horma jarri» - numa passagem para peões.
Estas quatro pessoas vão ser julgadas amanhã, dia 16 de Maio. Para além dos 18 meses de prisão, a Procuradoria solicita ainda o pagamento de 6480 euros por danos. Perante esta situação, o movimento pró-desobediência civil Ezpam! pediu às pessoas que compareçam junto ao tribunal pelas 11h00, para apoiar os jovens arguidos. / Fonte: BilboBranka

Em Paris, pediu-se apoio à Unesco para as línguas minoritárias

ASEH-Lisboa - AZ, 05/15/2013 - 23:32
Cerca de 100 pessoas participaram hoje às 11h00, em Paris, frente à sede da Unesco, numa concentração convocada pelo Colectivo 31 de Março, em que representantes de línguas minoritárias/regionais sob domínio do Governo francês pediram apoio para as suas línguas: euskara, alsaciano, catalão, corso, crioulo, occitano, flamengo, línguas ameríndias, línguas da Guiana e línguas de oïl. Ao meio-dia, reuniram-se com representantes da Unesco.
Na concentração, que decorreu atrás de uma faixa em que se lia «O Estado francês mata as línguas. Pedimos asilo cultural à Unesco», Hur Gorostiaga esteve presente em representação da Euskal Konfederazioa (Euskal Herria), e foi claro: «Hollande disse que iria ratificar a Carta Europeia das Línguas Regionais ou Minoritárias, mas ainda não fez. Isto é o primeiro aviso». A senadora socialista Frédérique Espagnac (Pirinéus Atlânticos) também esteve presente.
O Colectivo 31 de Março é composto pelas seguintes organizações: Anem Òc! (Occitânia), Conseil Culturel de Bretagne (Bretanha), Culture et Bilinguisme d'Alsace et de Moselle/René Schickele-Gesellschaft (Alsácia), Euskal Konfederazioa (Euskal Herria), La Federació (Catalunha), Lofis, Tikouti, Association des Enseignants certifiés de Créole (AECCR), Parlemu Corsu (Córsega), FLAREP, Fédération des Langues Régionales dans l’Enseignement Public, ESKOLIM e EBLUL France. / Fonte: Berria e kazeta.info

Semana de Solidariedade com a Palestina em EH

ASEH-Lisboa - AZ, 05/15/2013 - 23:31
Conferência de imprensa sobre os actos organizados no âmbito da Palestinarekin Elkartasun Astea [Semana de Solidariedade com a Palestina] e sobre o Euskal Herria-Palestina Eguna [Dia Euskal Herria-Palestina] em Elizondo (Nafarroa).
Convocam: Komite internazionalistak, Askapena, Mewando sarea, LAB, Iruñeako gerraren aurkako plataforma, Ernai, Ikasle Abertzaleak, Aralar, Sortu, Alternatiba, Eusko Alkartasuna. / Mais informação e vídeo em euskara: askapena.org

Os convocantes da Greve Geral pedem ao povo basco que se manifeste no dia 25 de Maio

ASEH-Lisboa - AT, 05/14/2013 - 23:36
Os sindicatos e organizações sociais que convocam a Greve Geral de 30 de Maio levaram a cabo mobilizações, hoje, em Bilbo e Iruñea, nas quais reclamaram um modelo próprio para Euskal Herria e direitos sociais e laborais dignos. Em Bilbo, concentraram-se frente ao Kutxabank, seguiram para a sede da Confebask e, dali, partiram em manifestação até à sede do Governo de Lakua. Em Iruñea, uma corrente humana rodeou a sede da Segurança Social. Pediram ao povo basco que venha para as ruas manifestar-se no dia 25 de Maio, nas mobilizações que convocaram para as quatro capitais do País Basco Sul, e propuseram a criação de uma «carta de direitos sociais para Euskal Herria», para defender o povo basco dos cortes.
Texto dos sindicatos e agentes sociais convocantes: «La patronal se merece esta huelga general» / Fonte: LAB sindikatua
Rodeia o Capital: centenas de pessoas rodeiam a Segurança Social em Iruñea O PSOE atrasou a idade da reforma para os 67 anos com o apoio do patronato, da UGT e das CCOO. O PP carrega no acelerador: não revalorização das pensões, obstáculos à reforma antecipada, novo sistema para calcular as pensões por baixo… A solução passa por um sistema público de pensões próprio que garanta uma pensão digna a homens e mulheres. / Fonte: ateakireki.com

Diversos sindicatos aderem à mobilização de sábado pelos direitos dos presos políticos bascos

ASEH-Lisboa - AT, 05/14/2013 - 23:35
Hoje, os sindicatos LAB, EILAS, ESK, EHNE, Hiru, CNT e Solidari realizaram concentrações nas quatro capitais do País Basco Sul para denunciar «as medidas de excepção que são aplicadas aos presos políticos bascos», e fizeram um convite à participação na iniciativa «M-18 Plazara». [Na foto: concentração em Gasteiz.]
A iniciativa «M-18 Plazara» [18 de Maio para a Praça] tem estado a receber apoio e adesões todos os dias; hoje foi a vez de os sindicatos o expressarem. Em concentrações realizadas nas quatro capitais de Hego Euskal Herria, LAB, EHNE, ESK, EILAS, HIRU, CNT e Solidari aderiram à iniciativa que no próximo sábado irá encher cerca de 200 praças de todo o País Basco e que terá como lema «Giza eskubideak. Irtenbidea. Bakea. Euskal presoak Euskal Herrira» [Direitos humanos. Resolução. Paz. Euskal presoak Euskal Herrira»].
Nas concentrações de Bilbo e Iruñea representantes dos sindicatos efectuaram declarações à comunicação social. Na capital biscainha a secretária-geral do LAB, Ainhoa Etxaide, e o membro de ESK Josu Balmaseda pediram o fim da «violação constante dos direitos dos presos bascos e dos dos seus familiares». Encorajaram os «filiados» a participar nas mobilizações de dia 18 e disseram que «vão continuar a trabalhar para acabar com as medidas de excepção». / Fonte: Berria e naiz.info / Vídeo: Declarações em Iruñea (cas/eus) (ateakireki.com)
Sobre o MURO POPULAR em ONDARROA: Turrune!, naiz.info, Berria

Supremo absolve azpeitiarra condenado por reclamar repatriamento de preso político basco com uma foto

ASEH-Lisboa - AT, 05/14/2013 - 23:34
O Supremo Tribunal espanhol absolveu Aritz Arzallus do crime de «enaltecimento de terrorismo», pelo qual fora condenado pela Audiência Nacional espanhola a um ano de prisão e sete de inabilitação. O caso relaciona-se com a colocação de uma faixa num espaço das festas de Azpeitia (Gipuzkoa) em 2011 na qual aparecia a foto de um preso político e a inscrição «Etxera» [«Herrira», na versão do Berria].
Agora, este tribunal espanhol considera que os factos provados descritos na condenação «não fazem qualquer referência a essas finalidades de louvor, enaltecimento ou justificação da actividade terrorista»; são antes «expressão do desejo e da demanda de que os presos condenados por tais actividades (sic) sejam reagrupados, transferindo-os para centros penitenciários próximos dos seus domicílios de origem».
O PP de Getxo insiste O presidente do PP da Bizkaia, Antón Damborenea, apresentou ontem um documento à Procuradoria para denunciar o comportamento de dois vereadores do Bildu que a 30 de Abril, em sessão de Câmara, vestiram uma T-shirt com a imagem do preso Iñaki Gonzalo Casal, Kitxu, habitante da localidade de Erromo.
Esta imagem também aparecia em cartazes de algumas pessoas presentes na sessão. Nos cartazes, ao pé da imagem do rosto de Iñaki Gonzalo, lia-se a expressão «Bizi osorako zigorrik ez. Kitxu etxera orain» [não à pena perpétua. Kitxu para casa já].

Um porta-voz da Ernai processado no âmbito do encerramento do site O juiz da AN espanhola Eloy Velasco acusou Mikel Button, um dos porta-vozes da Ernai, da prática do crime de «enaltecimento do terrorismo», por ser alegadamente o autor de vários textos publicados no site da organização juvenil revolucionária, na sequência da morte do preso Xabier López Peña num hospital parisiense. Button terá de depor no Tribunal de Irun (Gipuzkoa).
A 26 de Abril último, o magistrado decretou o bloqueio imediato da página www.ernaiantolakundea.org e processou judicialmente Aitor Ortuondo; há cerca de uma semana, anulou esta última decisão, depois de verificar que Ortuondo não era responsável pela página, mas apenas um técnico. / Ver: Gara, Berria e topatu.info
Xabier Sagardoi, em casa, entre amigos e familiares O preso político basco Xabier Sagardoi (Barañain, Nafarroa) foi libertado anteontem. Detido em Agosto de 2008, foi torturado, esteve três anos na prisão de Aranjuez e foi julgado com outros navarros em Novembro de 2011. Esteve ainda na prisão de Ocaña-I (a 500 km de casa), de onde saiu agora, com a pena a que foi condenado cumprida na íntegra. No regresso a Barañain fez-se sentir bastante a presença da Guarda Civil, que não conseguiu impedir a recepção de boas-vindas a Xabier. / Fonte: ateakireki.com

A Ahaztuak recorda Jose Luis Cano no 36.º aniversário da morte

ASEH-Lisboa - AT, 05/14/2013 - 23:33
Na sexta-feira à tarde, em Iruñea, a associação Ahaztuak homenageou José Luis Cano, que foi morto a tiro pela Polícia há 36 anos no âmbito de uma manifestação relacionada com a Semana pró-Amnistia. Várias dezenas de pessoas participaram na homenagem, que teve lugar junto ao local onde foi morto e onde, graças à iniciativa popular foi colocada uma placa - dali retirada em repetidas ocasiões pela Polícia Municipal e pela Polícia nacional.
Para além da concentração, estava agendada para ontem, na Zabaldi, a conferência «Kano, una víctima incómoda», com a participação de Fermin Ciaurriz, advogado da família; de Jacinto Martinez Alegria, vereador da Câmara Municipal de Iruñea em 1977; e de membros da Ahaztuak. / Fonte: boltxe.info

Entrevista a Atilio Borón (1/3): geopolítica e imperialismo

ASEH-Lisboa - AT, 05/14/2013 - 23:32
Entrevista ao popular politólogo e sociólogo Atilio Borón (2013).
(15:49) Fala do seu livro, América Latina en la geopolítica del imperialismo. / Fonte: askapena.org

(2/3): América Latina na vanguarda das lutas anti-imperialistas (8:56)

(3/3): O legado de Chávez (25:11)

Urtza Alkorta convidou a conselheira da Segurança a ir a Ondarroa, para conversar

ASEH-Lisboa - AL, 05/13/2013 - 23:37
Quarto dia de muro popular em Ondarroa para apoiar Urtza Alkorta. A noite foi de grande tensão, com a Ertzaintza a aparecer por três vezes em Ondarroa: à meia-noite, às 2h00 e às 4h00 da manhã. A resposta de quem se encontrava no local para proteger Urtza Alkorta foi rápida, bem como a daqueles que estavam a dormir em casa e correram para a Alameda.
Hoje de manhã, um grupo de pessoas reuniu-se na Alameda da localidade costeira biscainha, onde decorreu uma assembleia para preparar o programa do dia e organizar os turnos. Às 11h00, houve uma concentração com o lema «Kartzelak husteko garaia da, herri harresia eraiki» [é tempo de esvaziar as prisões, construir o muro popular].
Ao meio-dia, Alkorta deu a conhecer, em conferência de imprensa, o conteúdo de uma carta enviada à conselheira da Segurança do Governo de Lakua, Estefanía Beltrán de Heredia.
Urtza fez um convite «sincero» a Beltrán de Heredia para que fosse até Ondarroa falar da situação. Perguntou-lhe «quando» seria o «momento oportuno» para a prender - há alguns dias a conselheira afirmou que a detenção teria lugar quando a Ertzaintza achasse que o «momento era oportuno operacionalmente» -, e acrescentou que não há momentos oportunos para efectuar «detenções políticas».
Chamou ainda a atenção para o facto de, há não muito tempo, ter sido detida e torturada pela Ertzaintza, e perguntou: «Que papel há-de desempenhar a Ertzaintza neste novo ciclo político?». «O PNV terá de decidir: continuar ao lado de Espanha ou optar por Euskal Herria de uma vez», acrescentou.
Programa e sessão de Câmara A situação de Alkorta será debatida hoje, às 20h00, numa sessão de câmara em Ondarroa. Também foi apresentado o programa para a tarde: contador de histórias de histórias para crianças; os bertsolaris Igor Elortza e Arkaitz Estiballes; às 19h00, concertos com os Sen e os Su Ta Gar. / Ver: Berria / Ver também: naiz.info / Carta de Urtza Alkorta (eus)
Mais e mais gente, e o Urquijo falou Cada vez mais gente (de Ezkerraldea, Bilbo, Uribe Kosta, por exemplo) anuncia a sua ida para Ondarroa, para fortalecer o muro popular. Tivemos conhecimento, via Twitter do jornalista Ion Telleria (mais tarde via naiz.info), de que o vice-rei na colónia pôs as tropas de ocupação - Guarda Civil e Polícia Nacional espanhola - ao serviço do Governo de Lakua, pois «possuem toda a experiência necessária» [sim, é do conhecimento público que tais forçais têm um vasto currículo]. Descontente, o pepero vice-rei na colónia volta a lançar ameaças contra o Bildu. / Como sempre, muita informação, fotos, vídeos: Turrune!

LAB: «Rodeia o Capital, promove a Mudança Social»

ASEH-Lisboa - AL, 05/13/2013 - 23:36
Em Fevereiro deste ano, centenas de pessoas rodearam o Parlamento navarro durante a sessão plenária sobre o emprego, desobedecendo à proibição da Delegação do Governo, para exigir a distribuição do trabalho e da riqueza. Agora, os sindicatos e agentes sociais convocantes da Greve Geral de 30 de Maio organizaram mais três «rodeias», com o lema «Rodeia o Capital, promove a Mudança Social».
A primeira acção é amanhã, 14 de Maio, às 11h00: os manifestantes vão rodear o edifício da Segurança Social na Conde Olivetto (Iruñea) em protesto contra os novos cortes nas pensões aplicados pelo Governo espanhol e para reivindicar um sistema público de pensões próprio que garanta uma pensão digna a todos os homens e mulheres. A segunda «rodeia» é no dia 21 de Maio, à volta da sede do Patronato, em protesto contra a reforma laboral; no dia 28, ir-se-á rodear as cozinhas hospitalares, em protesto contra as privatizações e para exigir serviços públicos de qualidade. / Fonte: LAB
Jogo da Glória, em Iruñea, para denunciar a política de cortes e do desperdício Decorreu este sábado na Praça do Castelo, em Iruñea, uma iniciativa lúdica contra a política de cortes e desperdício nas obras públicas de duvidoso benefício social. Nesta particular versão do Jogo da Glória, intitulada «De sobre a sobre, ¿aguantas a quien te robe?» [De envelope em envelope, aguentas quem te rouba?], participaram Yolanda Barcina e membros dos colectivos que integram o Martes al Sol, antigas trabalhadoras das cozinhas dos hospitais e do Mugitu, movimento de desobediência contra o TGV. / Fonte: ateakireki.com / Ler texto da iniciativa em boltxe.info / Fotos: mugitu mugimendua

Herri Urrats: milhares de pessoas juntaram-se em Senpere na festa das ikastolas do País Basco Norte

ASEH-Lisboa - AL, 05/13/2013 - 23:35
Milhares de pessoas juntaram-se ontem nas margens do lago de Senpere (Lapurdi), na Herri Urrats, a festa das ikastolas de Ipar Euskal Herria. A edição deste ano tinha como principal objectivo juntar fundos para financiar o projecto de renovação colégio Xalbador, em Kanbo (Lapurdi).
Na cerimónia de abertura estiveram presentes diversos representantes institucionais, como o presidente do Euskararen Erakunde Publiko, Frantxua Maitia, a conselheira da Educação de Lakua, Cristina Garmendia, o presidente da Ikastolen Elkartea, Koldo Tellitu ou a lehendakari da Udalbiltza, Mertxe Aizpurua, entre outros.
Frantxua Maitia pediu aos eleitos de Ipar Euskal Herria que apoiem o ensino do euskara. Uriarte, por seu lado, salientou a importância das ikastolas da Seaska para a promoção e a utilização do euskara. [Seaska: federação das ikastolas em Iparralde.]
Já Paxkal Indo, o lehendakari da Seaska, destacou a grave situação em que se encontram as ikastolas de Ipar Euskal Herria e pediu às instituições e aos responsáveis políticos que cumpram os compromissos que assumiram.
Segundo disse, o Governo de Patxi López não cumpriu os acordos estabelecidos na legislatura anterior. / Ver: Berria e naiz.info / Também: kazeta.info / Vídeo: Herri Urrats 2013 / Fotos: Herri Urrats 2013

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