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O TAT e o Behatokia apresentaram uma queixa por torturas no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem

ASEH-Lisboa - OG, 05/23/2013 - 23:36
O Torturaren Aurkako Taldea (Grupo contra a Tortura - TAT) e o Giza Eskubideen Behatokia (Observatório de Direitos Humanos) informaram que apresentaram uma queixa no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) uma queixa em nome de Josune Balda por violação do artigo 3 da Convenção Europeia dos Direitos do Homem, que proíbe a tortura.
Balda foi detida pela Guarda Civil no dia 15 de Fevereiro de 2010 em Hernani (Gipuzkoa) e esteve incomunicável durante quatros dias, nos quais «foi alvo de torturas e maus tratos». Findo o período em que esteve incomunicável, tanto Balda como o restantes detidos nessa operação policial afirmaram ter sido maltratados pela Guarda Civil.
O TAT e o Behatokia afirmam que os órgãos judiciais espanhóis «se recusaram» a efectuar uma investigação «profunda, eficaz e exaustiva» com vista ao esclarecimento dos factos denunciados e «identificar e castigar os culpados de tão grave delito», razão pela qual recorrem ao TEDH.

Na sua nota, salientam o facto de que esta atitude dos tribunais espanhóis «não constitui um caso isolado, mas que se trata de una prática habitual reiteradamente condenada por distintos organismos internacionais» como o TEDH, o Comité contra a Tortura da ONU, o Relator Especial da ONU ou o Comité para a Prevenção da Tortura (CPT).

O TAT e o Behatokia sublinham que vão continuar a recorrer para instâncias internacionais até que acabem as violações dos direitos humanos, cometidas «tanto pelas forças militares e policiais como pelos tribunais contra cidadãos bascos». / Fonte: naiz.info / Ver: Berria
Os presos Josu Ziganda e Karlos Apeztegia foram libertados
Josu Ziganda e Karlos Apeztegia, presos políticos bascos que se encontravam na prisão há 24 e 22 anos, respectivamente, foram libertados ontem. A notícia da libertação de Apeztegia surpreendeu o bairro de Donibane, onde não estavam à espera da sua libertação. Karlos Apeztegia, natural de Iruñea, regressa a Euskal Herria depois de ter passado 22 anos na prisão. Saiu de Puerto II pelas 9h00 da noite. Nas próximas horas deve ser conhecida a fundamentação jurídica da sua libertação. Josu Ziganda, natural de Orereta (Gipuzkoa) e recluso numa prisão de Jaén, foi libertado depois de passar 24 anos em diversos cárceres do Estado espanhol. A Procuradoria da AN espanhola já anunciou que irá recorrer para o Supremo contra a libertação de Ziganda, por não lhe ter sido aplicada a doutrina 197/2006. / Ver: ateakireki.com
«A Procuradoria prolonga até ao fim a prisão no "caso Bateragune"», de R.S. (Gara) Contradiz-se ao propor que Otegi e os seus companheiros continuem na prisão e, ao mesmo tempo, pedindo ao Tribunal Constitucional que decida quanto antes precisamente porque se encontram na prisão. Já cumpriram quase quatro dos seis anos a que foram condenados pelo Supremo Tribunal. Uma eventual absolvição chegaria tarde.

TGV: acção de protesto contra as obras em Cadreita

ASEH-Lisboa - OG, 05/23/2013 - 23:35
Ontem, por volta das 18h00, cerca de 40 pessoas da Ribera, Zona Media e Iruñerria (Nafarroa) foram até à zona das obras do TGV em Cadreita e pararam os trabalhos durante 15 minutos. De acordo com a informação que divulgaram numa nota, a acção de protesto ocorreu entre Cadreita e Alesbes, num ramal adjudicado às empresas COMSA e Mariezcurrena.
Os opositores ao TGV colocaram-se à volta das máquinas, mostraram faixas em que exigiam a paragem dos trabalhos e denunciaram «o projecto». Os participantes na acção gritaram várias palavras de ordem contra o «esbanjamento» que o TGV representa e pediram que o dinheiro canalizado para essa grande infra-estrutura se destine a despesas sociais. Fizeram ainda um apelo à participação na manifestação deste sábado em Tafalla contra o TGV. / Fonte: naiz.info / Mais informação: mugitu! / Fotos: Ekinklik
MP confirma pedido de dois anos de meio de prisão para duas pessoas que protestaram contra o TGV em Ordizia Começou hoje em Donostia o julgamento de duas pessoas que se prenderam a um bidão de cimento e cortaram uma estrada na região de Goierri (Gipuzkoa), numa acção de protesto contra o TGV em 2008. A Procuradoria, que os acusa de crime contra a segurança viária e de desordem pública, pede dois anos e meio de prisão para cada uma. Os arguidos já antes foram julgados e condenados por desobediência. Por isso, tendo em conta que o MP pede dois anos e meio para cada, se vierem a ser condenados outra vez, terão de cumprir a pena na prisão. Para apoiar os arguidos, realizou-se uma concentração junto ao tribunal. Reivindicaram o direito a expressar oposição ao TGV. / Fonte: Berria

«Iruñea askatasunez», para travar a violação dos direitos e das liberdades

ASEH-Lisboa - OG, 05/23/2013 - 23:34
Iruindarras cujos direitos e liberdades foram violados apresentaram hoje na capital navarra a iniciativa «Iruñea askatasunez, baita sanferminetan ere» [Iruñea livre, também no San Fermin], para travar a violação de direitos, a repressão e o ataque às liberdades democráticas.

Manifesto da Iruñea Astakasunez:
«No son buenos tiempos para las libertades en Iruñea. Esta ciudad lleva años en manos de UPN y su estrategia de derechas y retrógrada que está basada en todo tipo de recortes. Uno de los pilares más importantes de esa estrategia ha sido y es el recorte de libertades democráticas. Como consecuencia de esa política se están condicionando las iniciativas y la libertad de la ciudadanía de Iruñea. Están utilizando normativas como la ordenanza cívica y la policía municipal para seguir imponiéndonos un modelo de ciudad hecho a su medida sin tener en cuenta ni las necesidades ni los deseos del resto de la ciudadanía.» / Continuar a ler aqui.

Mais informação: ateakireki.com e iruneaaskatasunez.wordpress.com

Guillermo Martorell: «Estado y Víctimas»

ASEH-Lisboa - OG, 05/23/2013 - 23:33
Euskal Herria vive un conflicto histórico el cual ha generado víctimas. Eso es algo lógico, objetivo y evidente. El dolor forma parte de la condición humana, con distintos umbrales y significaciones. Es un hecho que no se puede obviar, y mucho menos ignorar, forma parte de la historia que hemos vivido y estamos viviendo. Reconocer esa evidencia no tiene por qué implicar un paso hacia atrás, ni renunciar a principios ideológicos legítimos: no tiene que entenderse como una concesión, y mucho menos como una rendición. Ahora, instrumentalizar lo que duele y a quienes lo padecen, tiene consecuencias graves que al final se vuelven en contra de los instigadores. (boltxe.info)
«Los halcones sionistas sobrevuelan el mundo», de Jesús VALENCIA (Gara) Desde su nacimiento, sionismo y capitalismo han hecho muy buenas migas; el primero engordó como mastín que protegía los intereses del segundo. El cáncer del belicismo sionista pronto desbordó las fronteras palestinas y se expandió por todo el planeta. Donde quiera que hubiese un tirano, allá estaban los agentes israelíes para defenderlo.
«Deliberó en Buenos Aires el Tribunal Ético a la Ocupación y Colonización por Israel en Palestina», de Carlos AZNÁREZ (Resumen Latinoamericano via lahaine.org) Con una contundente condena al Estado sionista de Israel por ser considerado culpable de cometer crímenes de lesa humanidad y limpieza étnica contra el pueblo palestino, culminó el Tribunal Ético a la Ocupación y Colonización por Israel en Palestina, que se realizó este martes en Buenos Aires en los salones del Club Sirio-Libanés de Buenos Aires.

Sábado, em Eibar, I Assembleia Nacional para a criação de uma Carta dos Direitos Sociais de Euskal Herria

ASEH-Lisboa - AZ, 05/22/2013 - 23:35
Os sindicatos e os agentes sociais que convocaram a Greve Geral de 30 de Maio anunciaram hoje em Donostia que no próximo sábado, dia 25, terá lugar em Eibar (Gipuzkoa) a I Assembleia Nacional para a Criação da Carta dos Direitos Sociais de Euskal Herria; fizeram um apelo «a todos os agentes sociais que desejam participar na mudança, com vista ao estabelecimento de um modelo económico e social próprio em Euskal Herria, para que sejam parte activa do processo de criação da Carta dos Direitos Sociais de Euskal Herria».
No sábado, em Eibar (9h00, Eibarko Unibertsitatea), será apresentada a metodologia subjacente à criação da referida Carta. Os convocantes da Greve Geral fizeram ainda um apelo à participação do povo basco nas manifestações que, nessa tarde, terão lugar em Bilbo, Donostia e Gasteiz.
Nesta notícia ver, em euskara e castelhano: «Euskal Herriko Eskubide Sozialen Karta eratzeko I Nazio Batzarra» / «I Asamblea Nacional para la creación de la Carta de Derechos Sociales de Euskal Herria» Fonte: LAB sindikatua / Mais informação: Berria
Leitura:«30M, superar la reivindicación, organizarse y construir el poder popular», de Boltxe Kolektiboa (boltxe.info) Trabajemos para que la huelga general sirva para avanzar en la organización y concienciación del pueblo trabajador vasco. Las organizaciones, sindicatos, movimientos, comités de huelga, no podemos conformarnos con una foto. No basta con un día de huelga, la lucha debe continuar con múltiples movilizaciones. Solo construyendo el poder popular podremos acabar con la explotación capitalista, y la base de ese poder es el movimiento popular.

Fim-de-semana solidário com os presos políticos bascos: 1 de Junho em Atarrabia, 2 de Junho em Oiartzun

ASEH-Lisboa - AZ, 05/22/2013 - 23:34
O Hatortxurock e a Lasterbidean uniram esforços e organizaram um fim-de-semana solidário com os presos políticos bascos: nos dias 1 e 2 de Junho, Atarrabia (Nafarroa) e Oiartzun (Gipuzkoa) serão palco de iniciativas de apoio aos perseguidos políticos bascos e aos seus familiares. Em Atarrabia, a iniciativa está ligada à cultura e à música; em Oiartzun, a proposta vem do mundo do desporto.
Em Atarrabia, Hatortxurock 15 Antecipando-se à sua data habitual - por alturas do Natal - o Hatortxurock, festival musical solidário com os presos políticos bascos e com os seus familiares, terá uma edição extra às portas do Verão: será a 15.ª. O festival irá decorrer no dia 1 de Junho numa zona conhecida como Entrecementerios, entre Burlata e Atarrabia (Iruñerria, Nafarroa). No cartaz: Fermin Muguruza, Berri Txarrak, Riot Propaganda, La Jodedera, Iheskide. / Mais informação: hatortxurock.org

Em Oiartzun, Lasterbidean: para trazer os presos para casa «a correr»
Realiza-se no próximo dia 2 de Junho, em Oiartzun (Gipuzkoa), a primeira edição da Lasterbidean, uma corrida popular que irá unir o desporto e a denúncia da política de dispersão dos presos políticos bascos.

Na apresentação da iniciativa, que teve lugar em Março último em Donostia, os seus promotores afirmaram que é seu propósito reunir 1500 participantes, que terão à disposição dois circuitos: um pequeno, com 4250 metros, e um grande, com 8130 metros. Terminada a prova, terá lugar um acto público da Etxerat e ainda um almoço popular no pavilhão desportivo Elorsoro.

A iniciativa, que surgiu na sequência da grande manifestação de 12 de Janeiro a favor dos presos políticos bascos, em Bilbo, tem o apoio de familiares de presos, desportistas, ex-presos, actores, músicos e de diversas associações. / Mais informação: lasterbidean.com / Ver também: herrira.org e ateakireki.com

Dispersão: Maitane Linazasoro e Xabier Lujanbio foram transferidos para prisões espanholas
De acordo com o Oarsobidasoako Hitza, os jovens presos políticos bascos Maitane Linazasoro e Xabier Lujanbio (Orereta, Gipuzkoa) são as vítimas mais recentes da política de dispersão aplicada pelo Estado espanhol. Ambos se encontravam na prisão de Martute (Euskal Herria); agora, Linazasoro foi enviada para o cárcere de Topas (Salamanca, Espanha) e Lujanbio para o de Fontcalent (Alicante, Países Catalães).
Depois de o Supremo Tribunal ter confirmado a condenação de um grupo de jovens guipuscoanos a seis anos de prisão por militarem na organização juvenil Segi, Maitane, Xabier e Arkaitz Anza (três desses condenados) estiveram escondidos cerca de um mês; apareceram em Donostia no dia 19 de Janeiro, durante uma manifestação, e, no final, apoiados por inúmeras pessoas, acorrentaram-se ao hotel Maria Cristina. Foram então detidos pela Ertzaintza e levados para a prisão de Martutene. Aitor Franco, outro dos condenados, apresentou-se alguns dias mais tarde na prisão. Tanto este último como Anza continuam em Martutene. / Fonte: topatu.info

Dois opositores ao TGV em Goierri são julgados amanhã e podem apanhar 2 anos e meio de prisão

ASEH-Lisboa - AZ, 05/22/2013 - 23:33
Amanhã, serão julgados no Tribunal de Donostia dois opositores ao TGV na região guipuscoana do Goierri; às 10h30, haverá uma concentração de protesto frente ao tribunal.
Amanhã, quinta-feira, duas pessoas do Goierri vão a julgamento por terem participado numa acção de protesto contra o TGV: cada qual enfiou um braço num bidão de cimento e, em conjunto, cortaram uma estrada, para assim protestarem contra as obras do TGV, pouco depois do seu início junto a Ordizia, em 2008. Por esta acção, a Procuradoria pede penas de 2 anos e meio de prisão. / Fonte: mugitu! aht gelditzeko

Barricada TV: sobre o Fórum pela Paz na Colômbia, em Porto Alegre

ASEH-Lisboa - AZ, 05/22/2013 - 23:32
O Fórum pela Paz na Colômbia: Justiça Social, Democracia e Soberania decorre em Porto Alegre (Brasil) de 24 a 26 de Maio. Entrevista a um membro da Marcha Patriótica na Barricada TV.

No âmbito das conversações de paz que estão a decorrer em Havana (Cuba) entre as FARC-EP e o governo de Juan Manuel Santos, o movimento político e social colombiano Marcha Patriótica promove o Fórum pela Paz na Colômbia: Justiça Social, Democracia e Soberania, que terá lugar nos dias 24, 25 e 26 de Maio em Porto Alegre (Brasil).

Entendendo que as mudanças sociais e políticas na Colômbia são uma questão que diz respeito à «nossa pátria grande», a Barricada TV entrevista os companheiros do conselho patriótico Argentina e acompanha o fórum pela paz. / Fonte: lahaine.org / Ver também: askapena.org

Rodeia o Capital: centenas de pessoas rodearam a sede do patronato em Iruñea

ASEH-Lisboa - AT, 05/21/2013 - 23:36
Organizada pelos sindicatos e colectivos sociais que convocaram a Greve Geral de 30 de Maio no País Basco Sul, a iniciativa «Rodeia o capital, promove a mudança social» teve início no dia 14 deste mês com o «rodeia a Segurança Social» (em defesa de um sistema público de pensões próprio que garanta uma pensão digna a todos os homens e mulheres), prosseguiu hoje com o «rodeia o patronato» (contra a reforma laboral) e termina no dia 28 com o «rodeia as cozinhas hospitalares» (contra as privatizações no sector da Saúde, em defesa de serviços públicos de qualidade).
Armado com a reforma laboral do PP, o patronato despede a torto e a direito. Em Nafarroa, já há 58 000 desempregados. E os que trabalham são alvo das ameaças e dos cortes dos empresários, que procuram baixar de forma brutal os salários e eliminar a negociação colectiva para assim imporem a sua vontade. Precisamos de um quadro próprio de relações laborais, por forma a garantir condições laborais dignas e a distribuição do trabalho. / Fonte: ateakireki.com

Sabino Cuadra [Amaiur]: «Cada vez é mais clara a submissão do PNV ao ditames de Madrid e do Partido Popular»
A coligação soberanista basca Amaiur apresenta hoje no Congresso dos deputados, em Madrid, uma moção em que, diz Sabino Cuadra, «queremos que se fale da contestação social e sobre a criminalização social», e que também faz «a defesa da desobediência civil». Esta moção é apresentada numa altura em que é crescente a contestação social e em que o PP responde com uma tentativa de maior criminalização do protesto. O deputado da coligação soberanista também se referiu à Greve Geral convocada para 30 de Maio, tendo sublinhado que em Nafarroa «terá características especiais». Sobre a reunião de hoje entre o Governo de Iñigo Urkullu e os líderes da oposição na Lehendakaritza, Cuadra disse que é «cada vez mais clara a submissão do PNV aos ditames de Madrid e do Partido Popular». (Info7 Irratia)

O Herrira defende que é tempo de passar «do consenso da maioria a uma acção social maioritária»

ASEH-Lisboa - AT, 05/21/2013 - 23:35
Numa conferência de imprensa que ontem deu em Gasteiz, o movimento Herrira fez um balanço positivo da dinâmica «M18Plazara», que no sábado passado tomou corpo em mais de 230 praças para reivindicar a defesa dos direitos dos presos políticos bascos.
Para os porta-vozes do colectivo, a acção de protesto descentralizada voltou a evidenciar «o amplo consenso que existe no seio da sociedade basca em defesa do fim da aplicação das medidas de excepção».
Depois de incentivar a população a prosseguir nessa senda, o Herrira referiu que, agora, é tempo de «transformar esse consenso maioritário numa acção social maioritária», tendo como meta: «articular estas vontades em todos os âmbitos sociais», por forma a lançar «um processo de mobilizações a larga escala com o lema "Direitos humanos, resolução, paz. Euskal presoak Euskal Herrira"».
Contudo, o Herrira manifestou-se «bastante preocupado» com a atitude imobilista dos governos espanhol e francês, que, em seu entender, não querem acabar com a política de dispersão ou libertar os presos doentes. Por isso, anunciou a necessidade de «um período de reflexão», algo que fará em conjunto com os cidadãos, partidos políticos, sindicatos e agentes sociais.
Por outro lado, o Herrira fez saber que hoje se iria reunir com representantes da Secretaria da Paz e Convivência do Governo de Lakua. / Ver: Berria e naiz.info / Fotos: Imagens das mobilizações (Berria)
Concentração frente à sede do PP em Iruñea Como todas as segundas-feiras, ontem houve concentração frente à sede do PP em Iruñea em defesa do direito dos presos políticos bascos a viver livres em Euskal Herria. Estiveram presentes 64 pessoas; na semana passada a concentração reuniu 66 pessoas. Nas faixas que seguravam lia-se: «Euskal Preso eta Iheslariak Herrira» e «La dispersión mata». / Fonte: lahaine.org e ateakireki.com

Iñaki Gil de San Vicente: «¿Para qué sirve y cómo leer El Capital?»

ASEH-Lisboa - AT, 05/21/2013 - 23:34
Texto escrito para o 2.º Encontro da Escola de Quadros que terá lugar na Fundación Centro de Estudios Latinoamericanos Rómulo Gallegos (CELARG), Caracas, Venezuela, de 30 de Maio a 1 de Junho de 2013.
Estamos reunidos aquí para reflexionar sobre una interrogante ¿Para qué sirve El Capital? La respuesta es simple e inmediata: para avanzar al comunismo mediante la revolución socialista. El Capital fue escrito para ser la obra cumbre de toda la impresionante praxis revolucionaria de Marx, pero también de Engels. Será esta respuesta inmediata la que oriente este texto. Sin la perspectiva práctica revolucionaria, sin la perspectiva política en suma, nada del marxismo es comprensible, y por tanto El Capital es ininteligible. Ahora bien, como iremos viendo, la política marxista no se reduce a la politiquería parlamentarista por muy de izquierdas y de masas que diga ser, y menos todavía burguesa y reformista, sino que en sí misma, la política revolucionaria es la síntesis del resto de prácticas económicas.
El Capital nos remite una y otra vez a las tres grandes contradicciones antagónicas que explican la pugna permanente entre el marxismo y la ideología burguesa, a saber: Una, la existencia o no existencia de la explotación asalariada, la corrección de la teoría de la plusvalía y del conjunto de la crítica marxista de la economía política. Otra, la corrección de la teoría marxista del Estado, del poder, de la violencia, de la democracia y de la política como quinta esencia de la economía. Y, la valía de la dialéctica materialista como el mejor método de pensamiento crítico y creativo, como la vertebración interna de la ciencia-crítica. [...] / LER TEXTO (138 pp., pdf) / Fonte: boltxe.info

Maurizia Aldeiturriaga, grande tocadora e cantora biscainha. «Aupa Maurizia!»

ASEH-Lisboa - AT, 05/21/2013 - 23:33
Quem ouviu Maurizia Aldeiturriaga (Zeberio, Bizkaia, 1904-1988) jamais a esquecerá. De pandeireta nas mãos, o dia todo, tocando e tocando sem parar. E a cantar, no seu estilo especial, único. Viveu a pandeireta e o canto, e renovou-os.
O seu marido, Benanzio Bernaola, Karakol, era tocador e foi, nos primeiros anos, seu acompanhante. Quando este faleceu, muitos não acreditaram que Maurizia voltasse a pisar os palcos e os terreiros das romarias, pois, para a sociedade da época, uma viúva devia fazer um luto de dois anos. No entanto, Maurizia voltou a aparecer nas praças do povo. Era o seu espaço. Tocou pandeireta, criou quadras, improvisou e, quando foi preciso, também dançou.

A voz de Maurizia destacou-se desde cedo em Zeberio e arredores (Arratia), por cantar em casa. Apareceu pela primeira numa praça com 12 anos. A partir dos anos 60 tornou-se famosa. E deixou surpreendidos os jovens que cultivavam as novas tendências musicais da época.

Entre os livros que há sobre ela, conta-se Aupa Maurizia!, da autoria dos irmãos Xabi Paya e Fredi Paia, e publicado pela Bizkaiko Trikitixa Elkartea [Associação de Trikitixa da Bizkaia]. Não se trata apenas de uma biografia, mas reúne também o seu legado musical. / Ver: Berria

Sobre Maurizia e o que representa para a música e a cultura popular bascas: várias entradas em euskomedia.org

James Petras apoia a greve geral em Euskal Herria

ASEH-Lisboa - AL, 05/20/2013 - 23:36
«A greve geral no País Basco é positiva porque vai mostrar repúdio pelas políticas de Bruxelas e por aqueles que as administram», afirmou o intelectual norte-americano, que está em Euskal Herria a convite do sindicato abertzale LAB.
Fonte: ateakireki.com

Para o EH Bildu, a Greve Geral deve ser «o início de uma dinâmica de mobilização e soberania»
O EH Bildu realizou uma corrente humana frente à Subdelegação do Governo espanhol em Bilbo, no âmbito das mobilizações relacionadas com a greve geral de 30 de Maio.
Em nome da coligação, o deputado Oskar Matute fez um apelo à adesão à greve e disse que a jornada de luta de 30 de Maio deverá ser mais que uma jornada de reivindicação dos direitos laborais, da justiça social e da democracia, constituindo «o início de uma dinâmica de mobilização e soberania popular contra os ataques directos que os cidadãos bascos sofrem».
Salientou a importância da «soberania» para «responder às necessidades» do povo basco e para «mudar um sistema moribundo», incapaz de assegurar a dignidade dos cidadãos do país, que por diversas vezes expressaram o seu repúdio pelas políticas «ditadas pela troika e impostas por Madrid», bem como a sua oposição à reforma laboral e aos cortes anti-sociais.

Criticou ainda o discurso do patronato - que é o mesmo do Governo - de acordo com o qual não estamos em tempo de mobilizações. O EH Bildu diz que «não é tempo é de aplicar cortes, de precariedade, de privatizações e de retrocesso nos direitos sociais». / Ver: naiz.info e BilboBranka / Vídeo: Declarações de Oskar Matute (BilboBranka)

O MP pede até 3 anos de prisão para os 23 jovens que defenderam o Kukutza durante o despejo

ASEH-Lisboa - AL, 05/20/2013 - 23:35
O procurador que tem a seu cargo o caso das 23 pessoas detidas pela Ertzaintza durante o despejo do Gaztetxe Kukutza III pediu penas que oscilam entre os 22 080 euros de multa e os 3 anos de prisão, segundo revelou o Kukutzarekin Elkartasun Taldea.
Os jovens que resistiram várias horas dentro do Gaztetxe no dia 21 de Setembro de 2011 são acusados de crimes que vão da usurpação até atentado à autoridade. O julgamento ainda não tem data marcada.
A Kukutzarekin Elkartasun Taldea convocou uma manifestação para dia 6 de Junho em protesto contra mais este julgamento, o quarto do «caso Kukutza», para apoiar todas as pessoas acusadas, feridas, identificadas e detidas e «expressar o nosso repúdio pelas políticas municipais do PNV», que responsabilizam directamente pelo desmantelamento de um projecto social e cultural cujo resultado é, hoje em dia, um terreno vazio. A mobilização parte da Câmara Municipal às 19h30, passa ao pé do tribunal e termina na Sabin Etxea (sede do PNV).
Relatórios policiais Por outro lado, o grupo de solidariedade com o Kukutza fez saber que os detidos no dia 23 de Setembro de 2011, dia da demolição do gaztetxe, podem apanhar até 30 meses de prisão. Afirmam ainda que, em todos os processos judiciais abertos até à data, as acusações se basearam exclusivamente na palavra da Ertzaintza, que «muitas vezes mostrou ser falsa».
Na semana passada, por exemplo, dois jovens detidos durante os protestos contra a demolição e acusados de desordem pública foram absolvidos, depois de o juiz decretar que os factos «não possuíam gravidade suficiente serem considerados crime». / Fonte: BilboBranka

Pintadas fascistas em Iruñea pelo segundo fim-de-semana consecutivo

ASEH-Lisboa - AL, 05/20/2013 - 23:34
Na madrugada de sábado para domingo, voltaram a aparecer pintadas fascistas em Iruñea, mais concretamente na sede do sindicato ELA e no Instituto Plaza de la Cruz. No fim-de-semana passado, já tinham aparecido, nas imediações desta instituição de ensino, suásticas, símbolos franquistas e bandeiras espanholas pintadas junto a inscrições como «Arriba España» e «Stop latinos».
Assim, o grupo municipal do Bildu perguntou à Comissão da Presidência se a Câmara Municipal se tinha informação sobre o que se passou, se tinha recebido alguma queixa e que medidas pensam tomar para que isto não volte a acontecer; exigiu também à UPN que dê início a uma investigação sobre o caso.
De acordo com a nota emitida pelo Bildu de Iruñea, a UPN respondeu que os factos serão investigados da forma habitual e que «é muito difícil saber quem as fez». Para o Bildu, é difícil entender como as pintadas fascistas continuam a aparecer no mesmo local, quando a zona está cheia de câmaras de segurança e é «constantemente» patrulhada pela Polícia. / Fonte: Berria e naiz.info / Fotos: Pintadas fascistas em Iruñea, outra vez (Berria)

Homenagem em Oiartzun aos condenados aos batalhões de trabalho no franquismo

ASEH-Lisboa - AL, 05/20/2013 - 23:33
A cerimónia foi organizada pela Deputação de Gipuzkoa, pela Câmara Municipal de Oiartzun e pela associação Kattin Txiki e pretendia homenagear as cerca de 12 500 pessoas que foram «escravizadas» pelos franquistas, entre 1939 e 1942, na construção de estradas em Lesaka, Irun, Lezo, Pasaia, Errenteria e Oiartzun, entre Gipuzkoa e Nafarroa.
Oiartzun rendeu homenagem a todas as pessoas que foram «escravizadas nos batalhões de trabalho entre os anos de 1939 e 1942», numa cerimónia em que esteve presente o deputado-geral de Gipuzkoa, Martín Garitano.
O azpeitiarra Guillermo Aizpuru, uma das 12 500 pessoas que foram obrigadas a trabalhar «como escravas» nessa zona, também esteve presente no acto e recordou a miséria que tiveram de enfrentar no acampamento Babilonia, em Oiartzun. / Fonte: naiz.info / Ver: Berria e Berria

«Manobras golpistas na Venezuela»

ASEH-Lisboa - AL, 05/20/2013 - 23:32
É transparente que o governo de Caracas enfrenta uma ofensiva da direita fascizante que as forças progressistas definem como tentativa de «golpe de estado permanente». / Daí a necessidade de um reforço da solidariedade com a Venezuela Bolivariana. [Os editores de ODiario.info]
«Carta a Urtza», de Antonio ÁLVAREZ-SOLíS (Gara) Urtza, ya estás en la cárcel. Pero no estás sola, aunque el dolor y el olor que pueblan tu celda te pesen como la cadena del verdugo; estás con mucha gente que te ha elevado al horizonte del símbolo. Estás con Euskal Herria. No, esto no es retórica. Cierra los ojos y oirás tu propio grito llamando a la libertad. De monte en monte se expandirá su eco.
«Sin perder el norte», de Argoitz ORMAZABAL (BorrokaGaraiaDa) Y sin perder ese norte me gustaría hablar de ti. Ya se que eres una mera herramienta de todo este tinglado, pero es que el miércoles por la mañana me sorprendiste especialmente. Te vi atacado, nervioso, revolucionado, capaz de cualquier cosa. Pocas veces he sentido cosas parecidas,son sensaciones,pero por un momento me traslade a aquellas interminables 120 horas en algún lugar de Madrid. Te vi capaz de todo.
«Irlanda: Los presos políticos "olvidados"» (boltxe.info) En estos momentos en torno a un centenar de presos políticos republicanos irlandeses cumplen condena en Inglaterra, Irlanda del sur, los seis condados ocupados de Irlanda y Lituania.

No sexto aniversário da morte de Eva Forest

ASEH-Lisboa - IG, 05/19/2013 - 23:36
Assinala-se hoje mais um aniversário da partida da «nossa» Eva Forest. Intelectual, comprometida, abertzale e comunista, a vida de Eva é um exemplo que ninguém pode esquecer e que nos devemos esforçar por dar a conhecer às novas gerações de militantes abertzales e revolucionários bascos. [E a outros mais.] Assim, a melhor evocação e homenagem que se pode fazer a Eva é recordar os seus textos.
«Una lección inolvidable» (artigo incluído na obra Cuba, una revolución en marcha, 1967) 
«Los sueños que no nos podrán robar»
«Contra la tortura» (2002)
«Euskadi ¿por qué?» (publicado em Joseba Intxausti (dir.), Euskal Herria. Errealitate eta Egitasmo. Realidad y Proyecto, 1985)
Sastre & Forest: aqui pode-se aceder a mais textos, à bibliografia, a uma biografia, a diversos álbuns fotográficos - entre outras coisas mais.
Hiru Argitaletxea (editorial)
Leitura: «Seis años sin Eva», de Beatriz MORALES (askapena.org)
Hoy se cumplen seis años desde que Eva Forest nos dejó con un 'hasta siempre'. A continuación, ofrecemos un artículo de Bea Morales, militante de Askapena y traductora de varios libros para la editorial Hiru, que nos recuerda su trayectoria incansable de a la vez que brinda un pequeño homenaje a Eva Forest.

Elizondo foi a capital basca da solidariedade com o povo palestiniano

ASEH-Lisboa - IG, 05/19/2013 - 23:35
Num ambiente de festa e reivindicação, Elizondo foi ontem a capital basca da solidariedade com o Povo Palestiniano, numa jornada que também ficou marcada pelo mau tempo.
Centenas de pessoas juntaram-se ontem nesta localidade do Baztan (Nafarroa), respondendo assim à convocatória da Euskal Herria-Palestina Sarea.

As actividades lúdicas para os mais pequenos destacaram-se na parte da manhã - bastante chuvosa -, junto às arcadas da Câmara Municipal da localidade baztandarra. Por volta das 11h00, participaram na criação de um mural reivindicativo, enquanto um grupo de gente solidária representava a repressão e o acosso a que os palestinianos se vêem diariamente submetidos num «checkpoint sionista», no qual se identificavam e interrogavam os presentes na Praça do Povo.
Ao mesmo tempo, na Kultur Etxea Arizkunea James Petras e Adel Abou Salem davam início à conferência «Imperialismo, Sionismo e Apartheid na Palestina», à qual assistiram cerca de 130 pessoas.
O conhecido escritor, que visita Euskal Herria a convite do sindicato LAB, denunciou a presença do sionismo nos meios de comunicação capitalistas e a pressão que exerce em diversas áreas por forma a silenciar as vozes que denunciam o apartheid que o povo palestiniano sofre. Já o refugiado Adel Abou Salem denunciou a situação dos milhares de refugiados palestinianos e salientou a necessidade do boicote em todas as suas expressões como forma de pressão contra o sionismo.
O momento mais marcante da primeira parte do dia foi a concentração e o acto político conjunto organizado pela Rede Euskal Herria Palestina e pelo Herrira em defesa dos presos políticos palestinianos e bascos, no qual se procedeu à leitura do comunicado do acto central da jornada solidária em Elizondo, amenizado pelo som da txalaparta e pela leitura de poesia musicada.
É importante vincar a importância de que o Baztan seja declarado «território livre de sionismo», algo que foi concretizado nas declarações dos vereadores e das autoridades municipais da região.
A jornada solidária prosseguiu com um espectáculo de danças palestinianas e com o almoço popular, em claro ambiente de festa, antes dos concerto do cantautor Fermín Valencia e das bandas Kasu, La Jodedera, Palestinian Unit e do grupo local Tirry & Terry. / Ver: askapena.org / Fotos: EH-Palestina Eguna 2013

Homenagem em Areces aos 300 gudaris e milicianos caídos na guerra de 1936

ASEH-Lisboa - IG, 05/19/2013 - 23:34
Militantes da CNT, PCE-EPK e da Eusko Lurra Fundazioa, juntamente com alguns militantes do PC e da CNT das Astúrias, renderam ontem uma homenagem em Areces (Astúrias) aos 300 milicianos e gudaris caídos em 1937 na luta pela libertação de Oviedo da ocupação franquista.
Sob chuva incessante, militantes anarquistas, ekintzales e comunistas celebraram um acto em que evocaram os acontecimentos de há 76 anos, destacando a necessidade de «verdade, justiça e reparação» e reclamando à Deputação de Gipuzkoa e ao Município de Donostia um acordo para se proceder à exumação dos corpos no espaço conhecido como «El Pradón de los Vascos» [Euskaldunen Zelaia].
Entre os momentos mais emotivos da jornada, destacam-se a leitura, pelo filho do capitão do batalhão Eusko Indarra da ANV, Sansinenea, do manuscrito que este deixou sobre a batalha de Areces, e a oferenda floral que as três organizações referidas fizeram na ponte de Valduno. / Fonte: naiz.info / Ver também: Berria e euskolurra.eu [com vídeo]
Acto comemorativo do 75.º aniversário da fuga de Ezkaba Centenas de pessoas assistiram hoje de manhã ao acto comemorativo que decorreu frente ao forte de San Cristóbal, no monte Ezkaba (Iruñea). No próximo dia 22, assinala-se o 75.º aniversário da fuga de 795 presos do cárcere franquista. De todos eles, 207 foram mortos quando tentavam deixar para trás o monte Ezkaba; 585 foram levados de volta para a prisão e apenas três conseguiram atravessar a fronteira. Depois do acto comemorativo, houve um almoço popular em Antsoain. / Fonte: naiz.info
Ver também: «75 aniversario de la fuga del fuerte de San Cristóbal-Ezkaba», de Memoria de las Merindades (boltxe.info)

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